FIM DE SEMANA

Penso na aula de sexta-feira. Corriqueira, doentia até não pensar nela mais.

Em um momento, finjo que sou um afortunado estudioso – um aprendiz da ciência que não sabe ao certo nem como se encontra a singela relação trigonométrica de Pitágoras.

Dirijo a outro assento, para ver se outro lugar poderia me tirar da incongruência. Não! Dessa vez, sou um escritor, outro aprendiz que mal aprendeu a andar sobre as próprias pernas. Não saberia os nomes dos grandes escritores, dos grandes cientistas, dos grandes entusiastas que talvez ensinem por seus trabalhos e memórias, ou o que sobrou num rabisco da cadeira, numa folha amassada. Serão fórmulas padronizadas de um tempo técnico e mercadológico.